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sábado, 4 de agosto de 2018

Paralaxe - Lucio Abbondati Junior

Para quem ainda não sabe, já no prefácio, Lucio esclarece que paralaxe significa "um aparente deslocamento na posição de um corpo quando observado sob outro ângulo", ou seja, uma mudança do ângulo do observador que pode mudar completamente a sua interpretação do fatos. E com base nessa premissa que o autor desenvolveu 20 contos de ficção científica, todos com finais surpreendentes.

Apesar de serem todas histórias de ficção-científica, os temas secundários (ou melhor, os panos de fundo) variavam bastante. Nelas, o autor consegue exprimir bastante das suas visões políticas e seus receios - bastante atuais com o cenário do Brasil, nos brindando com uma pequena dose de utopia, tudo isso com uma criatividade de dar gosto.

Dos 20 contos, certamente tenho os meus preferidos. Cito três: (i) Arquivo Morto, onde um arqueólogo estuda o rumo de uma civilização inteira que simplesmente sumiu do mapa sem deixar rastros; (ii) O Cavalo de Tróia, onde há uma suspeita de que os mais altos governantes dos EUA estariam sendo aos poucos substituídos por seres extreterrestres e (iii) O Farol, o maior conto do livro, que é uma história linda onde os seres humanos reaprendem as suas relações com os outros e com o planeta. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Amoridades - André Salviano

Amoridades é o primeiro livro de André Salviano, uma obra que trata por meio de diversos contos, talvez o tema mais abordado pela humanidade: o amor. Escrever uma obra marcante, ou só mesmo diferente, sobre um tema tão falado é, por vezes, difícil, e Salviano consegue. 

A poesia da obra já começa pela maravilhosa e sutil capa: duas escovas de dentes juntas, simbolizando tanto a união quanto a rotina. A cada conto, o autor esmiúça uma faceta do amor e das suas fases: começo, meio, fim, recomeço, fossa, volta por cima. Tudo é retratado aqui neste livro, que nos impressiona, nos faz chorar, relembrar, desejar e até gargalhar vez ou outra. 

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez

José Arcádio Buendia , acompanhado de Úrsula Iguarán e seu primeiro filho, José Arcádio, saem da sua vila, Riohacha, com baús e malas e mais alguns conterrâneos e fundam a vila de Macondo, no absoluto meio do nada. Pouco tempo depois, nasce o primeiro habitante oficial de Macondo, filho do casal: Aureliano.   Em alguns anos, a família se completava, com o nascimento de Amarante e a adoção de Rebeca, a menina que comia terra.

A vila de Macondo começou a se civilizar aos poucos e receber visitas de forasteiros, como os ciganos. Um deles, Melquíades, trazia toda sorte de novidades de ciência e tecnologia e uma pitada de misticismo em suas visitas, levando, manuscritos indecifráveis que diziam prever o futuro. Ele e José Arcádio Buendía construíram aos poucos uma relação de extrema admiração e amizade. Com o passar dos anos, a família Buendía vai se desenvolvendo e aumentando, vivendo situações a cada geração mais fantásticas, ao passo em que Macondo sai da alcunha de vila e passa a alcunha de cidade, com a presença de capital estrangeiro, ferrovias, guerras políticas, assassinatos, etc.

O Velho e o Mar - Ernest Hemingway

O Velho e o Mar foi o primeiro livo do Hemingway que eu li, e permanece como único até o momento. É um livro bastante pequeno, com menos de 100 páginas, então vou tentar não fazer que nem o infeliz que escreveu a orelha do livro da edição d'O Globo e simplesmente CONTOU O FINAL DA HISTORIA!! Quem faz uma coisa dessas não tem amor no coração. Deus perdoe essas pessoas ruins.

O livro se passa em Cuba, onde o autor morava quando escreveu a história de Santiago, um velho pescador que se encontrava numa baita maré de azar. Ia dia, vinha dia, Santiago voltava de suas pescarias com o barco sempre vazio. A comunidade pesqueira, muito supersticiosa, começou a se afastar do velho, com medo de que sua má sorte fosse contagiar a todos. Como vivia do que pescava, Santiago foi aos poucos definhando de fome e de solidão, apenas brevemente acalmada por seu jovem amigo Manolin.

domingo, 20 de agosto de 2017

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Apesar de ser uma leitora desde que me tenho por gente, a literatura brasileira nunca tinha me apetecido. Diversos foram os clássicos que me foram empurrados goelas abaixo pela obrigatoriedade do colégio e diversos foram os títulos que eu havia detestado. Até que conheci Machado de Assis, aos 15 anos de idade, por meio dessa obra maravilhosa chamada Memórias Póstumas de Brás Cubas.

Outro dia, separando alguns livros para doação, encontrei a mesma edição que tinha lido em 2002, já caindo aos pedaços. Assim como tem aquele ditado que "um homem não entra duas vezes no mesmo rio; pois já não é o mesmo rio e nem o mesmo homem", acredito que essa analogia se aplica a filmes e livros. Um homem não lê o mesmo livro e nem vê o mesmo filme duas vezes. Resolvi relê-lo.

O título do livro é um grande spoiler. Brás Cubas está morto e escrevendo suas memórias. Acha mais conveniente começar sua história pelo fim. Então ele relata sua morte, para só então relatar sua vida.